silêncio e sombras

A direção de arte de "Silêncio e Sombras" serve à sua construção simbólica, sendo desprovida de adornos, de adereços: tudo que é visto conta uma parte, mesmo que pequena, da história.

O filme é permeado pela ideia de fragilidade - a fragilidade humana, de nossas emoções, a fragilidade da beleza, de nossas vidas. Está presente na porcelana craquelada dos rostos da criança e de seu pai, nas árvores ocas, na flor que se desfaz no ar, no vidro que se parte, no cavalo que, mesmo de pedra, carrega as rachaduras do tempo. Frágeis alegorias de nós mesmos.


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